 As empresas vivenciam hoje uma encruzilhada: ou se adaptam à realidadede mercado globalizado e altamente competitivo - na qual a atualização tecnológica, a produtividade, a qualidade e o posicionamento estratégico são questões cruciais, ou passam a esperar seu fim ou sua aquisição por alguma outra empresa.
Nota-se, por outro lado, que se firma a consciência no meio corporativo de que o fator humano está no centro dessa adaptação. Os dirigentes estão percebendo que implementar uma inteligente política de Gestão de Pessoas é o único caminho.
Na base de uma saudável Gestão de Pessoas, está uma adequada Gestão da Remuneração. Conheço empresas que pagam altos salários, mas nem por isso deixam de ter problemas nessa área, simplesmente porque os colaboradores percebem injustiças salariais internas. Essa injustiça é, aliás, muito mais perceptível aos colaboradores do que uma desvantagem em relação ao mercado.
Pagar salários adequados, com justiça interna e coerência externa, é um pressuposto fundamental e uma das necessidades básicas de uma boa Gestão de Pessoas. É fácil imaginar o que acontece a uma empresa que procura implementar as mais adequadas ações de Gestão de Pessoas tendo, contudo, a parte salarial desorganizada. Vai, por certo, jogar dinheiro fora e preparar profissionais para outras empresas, algumas delas suas concorrentes mais próximas.
É por demais conhecido o efeito dos salários no clima organizacional e nas relações da empresa com seus colaboradores. Some-se a isto, o fato de a folha de pagamento representar uma fatia bastante pesada dos custos gerais. Temos aí então duas dimensões cruciais da questão: a motivação da equipe e o impacto dos salários nos custos. Deixar de cuidar da Remuneração como um foco de gestão implica negligenciar essas duas dimensões e colocar em risco a sobrevivência do negócio.
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