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Caro Luiz Paschoal, saudações fraternas,

Sou um jovem recifense de 36 anos, estudante do curso tecnólogo de Gestão de Recursos Humanos na Faculdade Mercado Amplo aqui em Recife. Adquiri recentemente o livro Gestão de Pessoas e gostaria de parabenizá-lo pela riqueza de conteúdo e simplicidade na linguagem. Tenho lido todos os dias algum trecho do livro e tem sido muito importante na minha formação de gestor de RH.
Grande abraço e muita paz!

Gustavo Torres

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Gerenciando os riscos com o efetivo estratégico
Recursos HumanosUma das piores situações que o empresário ou o executivo enfrentam na condução do negócio, é ser surpreendido por um pedido de demissão de um funcionário de reconhecido talento e de alto interesse para a empresa. Aí surge uma situação muito desconfortável: perder o profissional ou tentar reverter o irremediável. Sim, porque numa condição dessa, ainda que se chegue a um bom acordo, a atenção dada pela empresa nessa condição soa ao empregado como não espontânea, própria de uma administração falha.

Fatos desse tipo acontecem com certa freqüência, não obstante tanto avanço que se tem experimentado na gestão das empresas. Poucas empresas aplicam sistemas preventivos e muitas arcam com o ônus de “apagar incêndios”. Por mais que o mercado esteja generoso na oferta de mão-de-obra qualificada e por mais que a empresa tenha facilidade em contratar novos e talentosos profissionais, a troca é sempre traumática e traz prejuízos e transtornos diversos.

Prevenir é melhor que remediar e a empresa pode adotar um sistema simples de diagnóstico e gestão dos riscos de perda de talentos que evite ocorrências desse tipo e deixe a direção bastante confiante de que tem a situação nas mãos. O sistema poderia ter, basicamente, as seguintes etapas:

  • Definição do grupo que comporá o efetivo estratégico a ser gerenciado.
  • Definição dos critérios de avaliação da gravidade da perda dos profissionais.
  • Avaliação dos graus de gravidade e probabilidade de perda de cada profissional desse grupo.
  • Definição de ações a serem implementadas para administrar os riscos.
  • Aplicação das ações e acompanhamento da evolução de cada caso

O diagnóstico feito poderá evidenciar casos de risco sem que se tenha muita chance de reverter o quadro. Em relação a esses casos, a empresa precisará se precaver, identificando funcionários que têm potencial para substituir (back-ups) os profissionais que apresentem riscos de sair, iniciando a sua preparação e definindo outras medidas destinadas a minimizar os efeitos do eventual desligamento, conforme identificado no diagnóstico.  

Como se pode observar, este Programa contribui para o aperfeiçoamento das políticas e procedimentos internos, tais como melhor direcionamento dos treinamentos, melhor aproveitamento dos potenciais internos, melhoria das práticas de Gestão de Pessoas, reflexos positivos no clima organizacional.
 
Luiz Paschoal - Consultoria em Recursos Humanos