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Caro Luiz Paschoal, saudações fraternas,

Sou um jovem recifense de 36 anos, estudante do curso tecnólogo de Gestão de Recursos Humanos na Faculdade Mercado Amplo aqui em Recife. Adquiri recentemente o livro Gestão de Pessoas e gostaria de parabenizá-lo pela riqueza de conteúdo e simplicidade na linguagem. Tenho lido todos os dias algum trecho do livro e tem sido muito importante na minha formação de gestor de RH.
Grande abraço e muita paz!

Gustavo Torres

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Sistema de Remuneração – uma ferramenta para todos os momentos

Sistema de Remuneracao

Seria a implantação ou a atualização de um sistema de remuneração uma preocupação só cabível em tempos de “vacas gordas”, quando tudo vai vem, quando o faturamento está alto e os lucros idem? Seria digna de atenção apenas quando a concorrência no mercado de mão-de-obra está acirrada?

A ausência de um sistema atualizado que forneça bases seguras para determinar salários, deixa a empresa “no escuro” em relação ao mercado. Ela pode estar pagando acima ou abaixo do mercado, no geral ou em parte. Para os casos em que ela estiver pagando abaixo do mercado, se forem tempos de escassez de empregos, as pessoas poderão se conformar em trocar salário por permanência no emprego. Não ficarão muito felizes, talvez não produzam muito, mas evitarão se aventurar no mercado. Nos casos em que a empresa esteja pagando acima do mercado, ela estará jogando dinheiro fora, logicamente por não ter a informação necessária.

Em relação à coerência interna, a situação fica pior, pois as injustiças salariais são mais fortemente percebidas do que defasagens externas. O funcionário poderá permanecer na empresa pelos motivos já vistos, mas sempre insatisfeito. E funcionário insatisfeito significa baixa produtividade, e baixa produtividade significa custo mais alto. Então, temos aí um paradoxo: o funcionário insatisfeito porque julga que ganha pouco em relação a um colega e a empresa insatisfeita porque ele custa mais do que devia custar. E se o salário do colega estiver errado, isto é, maior do que deveria?

Esses são aspectos do escopo direto do sistema. Vejamos agora alguns outros aspectos indiretos mas de grande significância:

Um bom trabalho de implantação ou atualização do sistema provoca análise da racionalidade do trabalho e do organograma, levando à identificação de muitas disfunções que comprometem a performance da empresa e à descoberta de cargos desnecessários ou seja, oportunidades legítimas de racionalização.

O sistema, por levantar e descrever todos os cargos e postos de trabalho, com suas qualificações e por implementar sistema de avaliação do pessoal, contribui muito para a escolha das pessoas certas, para a correção de carências de qualificação e postura e para o desenvolvimento dos talentos a serem bem aproveitados.

O fato de existir um sistema de remuneração confiável eleva o moral do pessoal e a credibilidade na empresa.

Por tais razões, um sistema de remuneração está longe de ser um “luxo” ou um gasto e só pode ser visto como um investimento, que cabe em qualquer momento de qualquer empresa que tenha visão de futuro e decisão de competir e crescer.

 
Luiz Paschoal - Consultoria em Recursos Humanos